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Tanto por dizer que só mesmo o silencio pode abrangê-lo
Afinal o silêncio, mais que ausência, é presença
É nele que me expresso
É ele que me inquieta,
Como me inquieta tudo que é denso
Tudo que é presença
Tudo que é magia
Tudo que é você
Então respondo e pergunto:
_"Pra que doer?"

Escrito em 2009

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II - Primeira quebra

Na sala de estar Ele, da poltrona: Como podemos ajudar?  - com carinho, tendo paciência... - Só quero lembrar que temos regras e isso- nada te dá o direito de desrespeitar-nos A direita, no sofá, ela lança um olhar de desaprovação-inconformidade. Ela, logo ela... magoada, o centro. Ela.

Sobre mim

O tudo se embaralha e se desdobra em muitas partes: resoluções, medos, impressões, previsões. O tempo todo. Durmo até a hora do almoço. Acordei querendo realizar o tudo e lá vem a gravidade. Estou o avesso do que me projetava. Desejo fazer, resolver, seduzir, conquistar ir pra um lugar meu, mas que me espera para ser construído.  Desespero, me desespero tanto! Me apavora não fazer... Que me socorram, me carreguem, me mimem. Existe algo que chora, algo que sufoca, algo que implora...  algo proibitóriamente pensável:  ser resgatada da torre. Não sei nem mais quem estou... Só sei que dói. Que dói muito.