Ontem chorei ao dormir por medo de não conseguir ter filhos biológicos. Foi triste, claro, mas também carrega algo, como dizer..., risível. Explico. Há alguns anos eu havia me decidido por não ter filhos de nenhum modo. Mas as relações nos modificam e aí está tragicomicidade do meu choro. A ideia de gerar e gestar me é encantadora, a maternidade não. Esta me assusta por seu caráter eterno, assim como a bala que nunca acaba de uma personagem clariciana. Aos meus vinte e poucos anos, em um grande amor vivido, pensávamos sobre isso. Em um dos melhores momentos de nossa relação, enquanto viajávamos, escolhemos nomes e compramos roupas típicas locais para os futuros bebês. O relacionamento acabou. Já perto dos 30, havia descartado a maternidade de meus sonhos e planos futuros. Não por uma desilusão do término vivido, tive a sorte de encontrar um grande amor novamente. E, para ele, na constituição de nossa vida, era desejada a ideia dos filhos. Ao longo dessa duradoura relação, minhas v...